Sábado, Julho 22, 2006

CASE STUDY - Parte I

Queria, desde já, realizar uma pequena e singela homenagem àquele que, para mim, é o melhor filme de comédia de todos os tempos. É tão bom que teve cinco partes. Não uma, não duas, não três e muito menos quatro. Teve cinco! Cinco partes. Tantas como os dedos de uma mão, portanto, a menos que se tenha uma deformação qualquer devido, por exemplo, a um acidente com uma debulhadora, com a máquina de fazer batidos ou, simplesmente, ter tido o azar de nascer na Ucrânia na década de 90.
E atenção que não são sequelas mas, sim, partes. Uma antologia, vá lá. E a sexta parte chega este ano. Obviamente, estou a falar da grande saga do Rocky.

Vamos a esclarecer uma coisa: o filme não é de acção. Há quem pense que é, mas estão enganados. Se fosse era fraquinho. Outros, ainda, preferem dizer que é um drama. Das pessoas que pensam isso tenho pena porque são tótós. E se fosse, também era fraquinho. Mas como comédia, que é, é grandioso.

Analisemos os melhores momentos, passo a passo:
O final épico do primeiro filme. O garanhão italiano grunhe: “Adrianaaaaa... traz-me a injecção de cortisona porque estou com a cara feita num bolo (bolo-rei), se fazes favor. Está na escrivaninha ao lado do passe social”.
Rocky faz a nonagésima nona flexão só com uma mão, enquanto o Mick lhe diz: “Vais partir o gajo (n.d.r. Apollo Creed) ao meio, vais comer trovoada e defecar um trovão, seu sacrista!” O tipo que está no lado esquerdo da imagem, apoiado às cordas e a fazer beicinho está a galar o traseiro do Rocky dizendo: “Garanhão, tens um rabinho todo bom”.
Rocky, todo contente, depois de ter subido o Bom Jesus, em Braga. Ao pé coxinho.
(continua)